domingo, fevereiro 27, 2005

Naquela esplanada que conhecemos...

Ora mudando de assunto, volto a chamar a atenção para um artigo do já várias vezes citado jornal poveiro, o Póvoa Semanário. Não se pense que tenho alguma afinidade para com o jornal para além dum manifesto apreço por um jornalismo de nota, na minha opinião, para uma cidade da dimensão da Póvoa.
Voltando ao artigo, este é dum personagem conhecido dentre os poveiros, ou pelo menos dos que se mantêm ao corrente do que por cá se vai passando, o ex-Capitão do porto da Capitania da Póvoa de Varzim de seu nome Costa Rei.
Saliento o artigo não só por o crer um assunto bem pertinente para as gentes da Póvoa mas também porque é a expressão consciente dum cidadão responsável que assume isso mesmo e dá exemplo de intervençao cívica:
"Numa altura da nossa conjuntura nacional em que tanto se discute e debate sobre a ausência de participação do cidadão comum na vida pública, eventualmente revelador de uma certa apatia, alheamento e descontentamento relativamente à actual classe política cada vez mais profissionalizada, entendi poder, neste e/ou noutros espaços contribuir para uma reflexão sobre temas e assuntos que dizem directamente respeito à Póvoa de Varzim e consequentemente àqueles que se dizem “poveiros” ou que adoptaram esta terra para fixarem residência."
Acho que aborda, para além da Esplanada que é no fundo o da questão do ordenamento da orla costeira e a (excessiva) intrusão humana no espaço natural marítimo poveiro (de resto já abordado em "Construções na areia", de Fernando Nunes e João Lima), assuntos muito pertinentes; proporciono assim espaço de debate mais abrangente neste blog do que no jornal, se me permitem.
Convido portanto a que se entre em salutar reflexão e discussão sobre estes temas!

4 Comentários:

Blogger Rui Pedro Rocha disse...

Podíamos facilmente começar por aquele edifício inacabado na Avenida Mousinho de Albuquerque mais ou menos em frente à rua Patrão Lagoa, a uns metros para Oeste da junção da Avenida com a Rua José Malgueira.
O que é aquilo?!?! O que é que ainda faz de pé?!? Pior do que o empreiteiro que faliu (?), só a autoridade que permitiu e autorizou aquela....construção.
Já que ninguém toca naquele monstro, pelo menos que servisse de abrigo aos sem-abrigo...

4:52 da manhã  
Blogger BeanSprouts disse...

Hmmm....estou a tentar descobrir qual e o predio mas nao o consigo ver... a verdade e que ja sai da Povoa ha uns anos e os nomes das ruas comecam a ficar esquecidos!!
Falando da esplanada... pessoalmente nao gosto do formato nem da cor mas gosto no verao, da esplanada por causa dos 2 ou 3 bares que tem. Estava agora a pensar que se podia na mesma deixar os bares mas retirar a parte de dima que serve de pouco mas logo me apercebi do frio e do vento que ia ser sem as paredes de cimento. De qualuqer maneira penso que deve haver alguma solucao melhor.
E O Diana Bar? a ultima vez que estive na Povoa ( ha cerca de 2 semanas) que a CMP podia fazer alguma coisa melhor daquilo. Mas nem sequer sei se aquilo lhes pertence. Eu sei que sao feitos la alguns eventos mas nao sera que se poderia dar aquilo outra uso? Nao sei bem o que. Mas algo que devolvesse ao Diana Bar a dignidade que algum dia teve.

10:47 da manhã  
Blogger Bruno disse...

Pois Rui, esse é um daqueles exemplos de falta de sensibilidade estética e desrespeito pelo carácter arquitectónico dos lugares que são tão comuns por aí. A Avenida Mouzinho de Albuquerque já não é concerteza o que era...
Quanto ao Diana-bar, tanto quanto eu sei é agora oficialmente uma biblioteca de praia, uma extensão da biblioteca municipal Rocha Peixoto. E sim, realizam-se lá eventos, desde publicações de livros, conferências, concertos e até teatro, embora isso vá acontecendo e não seja propriamente uma actividade regular. Não acho de todo que seja um mau uso dado ao espaço embora creia que pudesse ser muito melhor...a razão para o parco investimento da Câmara, ainda assim louvável, é supostamente um orçamento apertado. É de qualquer maneira um aproveitamento positivo sendo uma situação provisória já que o actual dono ou grupo de pessoas que detém aquilo não está disposto a explorar (muito provavelmente devido à situação mais ou menos decadente que se vinha processando nos últimos anos de existência enquanto café) e pretende vender o espaço; entretanto já muita polémica rolou sobre o assunto dado que desde o Casino à McDonald's havia várias entidades comerciais dispostas a apostar no espaço; providentes foram os responsáveis da Câmara neste caso já que, e digam o que disserem, prefiro mil vezes ter ali uma modesta biblioteca de praia e espaço cultural a ter uma franchising ou coisa que o valha de fast-food, ou mesmo um salão de bingo!! Note-se que no artigo citado (ou "linkado" melhor dizendo) se propõe a instalação da biblioteca de praia na esplanada..
Em relação à dita esplanada do Carvalhido, devo dizer que concordo em absoluto com o ex-capitão Costa Rei no que respeita ao modo como o edifício se insere no meio, para além duma indíscutível "beleza arquitectónica discutível", passo o plionasmo. Acho que é uma óptima ideia a proposta conversão do espaço e, nas linhas apresentadas e dado que se trata apenas de uma ideia/proposta, nada mais tenho a dizer por ora.
Gostava também de salientar o ênfase dado pelo sr. Costa Rei na "identidade sócio-cultural da Póvoa de Varzim" e seu aproveitamento e divulgação. Acho um ponto fulcral!

Finalizando o comentário, que já vai longo, queria só sublinhar a seguinte frase que finaliza a pequena crónica: "Ora uma cidade que tem como slogan “a cidade da cultura e do lazer”, deve ser uma cidade com sensibilidade e capacidade para assumir a liderança deste e de outros projectos que visem contribuir para reforçar aquilo que com este emblemático headline pretende transmitir.
Pensem nisso…" :)

4:03 da tarde  
Blogger Amoroso disse...

A Póvoa não foge à regra de outras cidades deste nosso Portugal. Como nos podemos aperceber, os verdadeiros poveiros, aqueles que nasceram e vivem, desde sempre, nesta cidade, não estão interessados em "privar" com os nossos políticos locais que são,aliás, um verdadeiro paradigma dos políticos do poder central.
Notem que, praticamente à excepção do Dr. Macedo Vieira, o que temos nós?
Meia dúzia de ambiciosos e invejosos (característica típica dos portugueses, segundo um filósofo português cujo nome agora não me recordo) que procuram a "oportunidade" de se auto-promoverem.
Vejam por exemplo o Eng. Aires Pereira, algum de vós conhece indivíduo mais detestável? Só por si, penso que serve para afastar da sua beira qualquer cidadão de bem....Julgo até que nem da Póvoa é orginário...
Meus amigos, agora falta-me o tempo, mas voltarei para convosco partilhar mais algumas "angústias" desta nossa terra.

8:01 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home