domingo, dezembro 19, 2004

Aquilo que somos

Prolongar a quotidiana existência, composta pelas quotidianas referências num contexto distante. Conciliar duas culturas, o que de nós existe nas diferentes culturas, viver sobre o signo da humanidade. Somos humanos, somos europeus. Diferentes referências de diferentes localizações encaixam perfeitamente, como se sempre tivessem feito parte de nós. Somos mais felizes quando percebemos que juntos vivemos para o mesmo. Procuramo-nos no que nos rodeia, e encontramo-nos e encontramos os outros.

cLOUDDEAD e a sua eclética, etérea música unem Portugueses, Espanhóis, Britânicos e Belgas. E na sua universalidade tocam o nosso íntimo, sem usar palavras comuniucam connosco.

Coleccionamos referências ao longo dos dias que nos constroem. Somos o que vivemos e fomos capazes de assimilar. De o tornar parte de nós próprios. Vivemos a novidade, o avanço e o progresso e ao regressar ao nosso berço, ao que faz parte da nossa evolução, aquilo a que chamamos lar, reconhecemo-nos e sabemo-nos mais ricos. Todo o nosso passado é partilhado com pessoas que não se reproduzem noutras geografias. E é isso que mais sentimos na hora do regresso.

from the height of the highway on-ramp we saw:
two dogs
dead in a field
glowing on the
oakland coliseum
green seats wasteland,
dogs we thought were dead...

2 Comentários:

Blogger Anjo élico disse...

O Mundo Élico já é Poveiro

5:30 da tarde  
Blogger Catritas disse...

É bom saber que estás de volta,Fred. À língua,à comida,à amizade e ao coração da gente...escreve!

7:29 da tarde  

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