segunda-feira, setembro 13, 2004

Uma companhia para ler o mundo

Este é o tempo onde impera o novo. É mais fácil terminar do que continuar. Este é o tempo volátil em que nada resiste à voragem dos dias, nada dura, porque a dita há muito que se foi e a actual democracia do consumo diz-nos para mudar, se possível, de casa, de carro, de companheiro/a e até do próprio rosto que transportamos diariamente.

Neste tempo em que tudo se esgota e em que nada parece ser mais importante que o horror televisivo e o terror de deixar de acreditar no Outro, nos outros, ouvi hoje uma voz doce e experiente, a meio de uma cerimónia, dizer: "Não pretendo preencher a minha solidão mas apenas uma companhia para ler o mundo".

1 Comentários:

Blogger Miguel Cardina disse...

Belo naipe!!!
(o poveiro já tem link no girino)

11:59 da tarde  

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