quarta-feira, setembro 15, 2004

O POVEIRO

O POVEIRO

Rosto duro queimado pelo ar
Cruel e fustigante da invernia
A sua rude faina de pescar
É uma longa epopeia de agonia

Rugem procelas...uiva a ventania...
Que importa ao pescador a voz do mar
Quando é preciso o pão de cada dia
Ou uma vida humana ir salvar?

Doce poveiro, resignado e crente,
Olhar sincero e puro que não mente
Orgulho de uma raça de eleição!...

Tu és talvez um misto de poesia
De heroi, de santo, mártir e de asceta,
Um sonho feito vida e coração.

IV Festa Marítima
Autora: Branca Cruz

In Comércio da Póvoa 8/10/1938

1 Comentários:

Blogger Fred disse...

Grande o elogio feito aos nossos antepassados. Carregamos nós ainda esses genes?
Obrigado Catri por nos revelares um texto tão ancião (e possivelmente esquecido)

12:50 da tarde  

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