terça-feira, setembro 28, 2004

Dos Baixos II

Os Amigos



O primeiro passo é colocar o veículo nos carris. Quero dizer, soltar as amarras. Do veículo bicicleta. As amarras servem para fugir aos eventuais 'amigos do alheio' que alimentam o obscuro mercado negro das bicicletas. São dois cadeados. Um para a roda traseira, outro para prender a bicicleta a algum pedaço da cidade. Depois um ágil salto para o celim, demasiado alto (alguns aficionados dirão que não é bom para os pulsos), conquista-se o equilíbrio com algumas pedaladas iniciais, prólogo da jornada encetada. A viagem passa por vermelhas faixas exclusivas, rola sobre liso asfalto, salta um ou outro pequeno obstáculo ou passeio, por automobilistas cooperantes. Basta estar atento para apanhar pequenos detalhes da vida citadina, no seu normal quotidiano. Ou detalhes paisagísticos ou arquitectónicos que «valem a pena». Mudar de um ponto para outro da cidade representa uma pequena aventura e há sempre aquele friozinho lá no fundo de quem espera pela hora de saír, para finalmente poder sentir a brisa no cabelo.

4 Comentários:

Blogger ptolo disse...

Sou da Póvoa e uso a bicicleta todos os dias. Gostava que mais fizessem o mesmo. Às vezes parece que sou fundamentalista ou um pouco maluco por defender estas ideias.

2:47 da tarde  
Blogger Fred disse...

Talvez seja um pouco utópico demais encarar o quotidiano bicicleteiro em terras lusas. Já que implica medidas de vasto alcance. Mas podemos todos sonhar e lutar até por dias melhores, independentemente da temática. Ganharíamos todos numa sociedade movida a pedal, na nossa qualidade de vida e no ambiente global (e consequentemente a nossa qualidade de vida, pt. II). E fariamos feliz o lobby do Morais, convém não esquecer.

11:03 da tarde  
Blogger Catritas disse...

A fotografia faz inveja a qualquer amante das bicicletas em terras lusitanas. É difícl esquecer as imagens que guardo dos Países Baixos, pois, pude presencear in loco, famílias inteiras e de todas as idades e classes sociais pedalando as mais diferentes bicicletas.E nós ainda por cima temos o sol...

3:27 da tarde  
Blogger MT disse...

Quando fui à Holanda fiquei fascinado. O meu sonho era dar a volta aquele país utilizando sempre os seus corredores infinitos para bicicletas. Os Portugueses são demasiado preguiçosos para isso

2:49 da tarde  

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